com todas as minhas árvores
todas as minhas pedras
as luas e as flores das janelas
com que sonhei
com todos os meus poemas
as letras do meu nome
e esse mar que me submerge Agora sento-me diante de ti com todo o meu sangue
com todas as estradas das cidades tumultuosas
e as asas incendiadas de julho
Agora sento-me diante de ti
com uma mão verde
que os teus ventos afagam e tudo quanto posso fazer é escrever
escrever
largar o mundo inteiro
no coração dum pequeno poema
à dimensão da tua mão morna
Ibrahim Nasrallah
Antologia de poemas palestinianos
(tradução Regina Guimarães, edicão Contracapa)