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Não deixes que a vida te entristeça. O coração aberto é a tua riqueza, a força de acreditar a tua alegria, não há dor, não há defesa, que valha a tua descrença.Não deixes que a vida te endureça. Eu conheço a tua ternura, conheço também o inferno lá fora, percebo que custa, magoa, ainda assim o muro não é resposta.Não deixes que a vida te destrua. E é tão fácil que tal aconteça, quase natural, quase lógico, é por isso que repito, não deixes. Tu és o último abrigo, a última fronteira. Para lá de ti, para lá de mim, para lá desta nossa absurda esperança, sorri triunfal a barbárie.
Lutar para perder, Jorge Roque
(edição Língua Morta)